
O ministro Alexandre de Moraes deu prazo de 24 horas para a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro explicar um possível descumprimento das regras da prisão domiciliar, após Eduardo Bolsonaro afirmar, em evento nos Estados Unidos, que gravava um vídeo para mostrar ao pai. A medida ocorreu depois de o STF identificar indícios de contato indireto com conteúdo externo, o que pode violar as restrições impostas ao ex-presidente.
Pressão sobre a defesa
Segundo a decisão, Moraes quer esclarecer se Bolsonaro teve acesso a imagens, gravações ou qualquer material enviado por terceiros, já que a ordem judicial proibiu o uso de celular, redes sociais e até a gravação de vídeos durante os 90 dias de prisão domiciliar. Além disso, a fala de Eduardo, feita em solo americano, elevou a atenção do Supremo sobre eventual uso indireto de meios de comunicação. Por isso, a defesa terá de detalhar como ocorreu o suposto contato e se houve violação das cautelares.
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Risco de endurecimento
Ainda assim, o episódio amplia a tensão entre o entorno político de Bolsonaro e o STF, especialmente porque Eduardo já é alvo de restrições em decisões ligadas ao caso. Enquanto isso, aliados do ex-presidente acompanham o desdobramento com preocupação, já que um novo descumprimento pode levar ao endurecimento das medidas judiciais. Dessa forma, a manifestação da defesa nas próximas 24 horas será decisiva para definir se Moraes manterá as atuais condições ou adotará novas restrições.
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