
O Tribunal do Júri de Dias D’Ávila condenou, nesta quarta-feira (25/03/2026), três homens pela morte da cantora gospel Sara Freitas. Além disso, as penas ultrapassam 30 anos de prisão em dois dos casos. O crime ocorreu em 24/10/2023 e causou forte comoção na Bahia.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram o feminicídio com agravantes. Dessa forma, a Justiça condenou Ederlan Santos Mariano, Weslen Pablo Correia de Jesus e Victor Gabriel Oliveira Neves. Eles agiram, segundo a acusação, por motivo torpe, com promessa de recompensa e uso de meio cruel, o que dificultou a defesa da vítima.
Penas e detalhes do julgamento
Ederlan Santos Mariano recebeu pena de 34 anos e cinco meses de prisão. Enquanto isso, Victor Gabriel Oliveira Neves foi condenado a 33 anos e dois meses. Já Weslen Pablo Correia de Jesus pegou 28 anos e seis meses, tendo a pena reduzida após confessar participação no crime.
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De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), os acusados atraíram Sara Freitas com a falsa promessa de um evento religioso. Em seguida, executaram a vítima com 22 golpes de faca. Além disso, ocultaram e queimaram o corpo, numa tentativa de dificultar as investigações. Ainda assim, a apuração revelou que o grupo agiu de forma organizada e com divisão de tarefas.
Mentor e desdobramentos do caso
Entre os condenados, está o viúvo da cantora, apontado como mentor do crime. Por isso, além do feminicídio, os réus também responderam por ocultação de cadáver e associação criminosa. A motivação, segundo a acusação, envolve interesses financeiros e ligados à carreira artística.
Enquanto isso, outro envolvido no caso já havia sido condenado anteriormente. Em 16/04/2025, Gideão Duarte de Lima recebeu pena de 20 anos, 4 meses e 20 dias de prisão. Conforme apontado pela investigação, ele atraiu a vítima até o local da emboscada, o que foi determinante para a execução do crime.
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