
A Polícia Federal identificou mensagens que indicam uma tentativa de pagamento ao site Diário do Centro do Mundo (DCM) para retirar críticas ao Banco Master e direcionar ataques a adversários da instituição. As conversas mostram que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria orientado Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, a negociar um acordo financeiro com o portal.
Os investigadores encontraram os diálogos em um dos oito celulares apreendidos com Vorcaro. A PF confiscou o aparelho em novembro de 2025 e, posteriormente, realizou a perícia que revelou as mensagens. O jornal O Estado de S. Paulo e a CNN Brasil divulgaram os detalhes da investigação.
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Proposta de patrocínio para mudar conteúdo
Segundo a investigação, Vorcaro iniciou a conversa em 10/10/2024 após ler reportagens críticas ao Banco Master publicadas pelo DCM. Em seguida, ele demonstrou irritação com o conteúdo e discutiu uma estratégia para neutralizar as publicações.
Nas mensagens, o ex-banqueiro sugeriu contratar o site para direcionar críticas a adversários. Ele afirmou que poderia oferecer um pacote de patrocínio mensal para que o portal passasse a atacar inimigos da instituição, em vez de publicar reportagens negativas sobre o banco.
Enquanto isso, Mourão encaminhou a Vorcaro uma mensagem de um intermediário que supostamente mantinha contato com o site. O interlocutor perguntou sobre os detalhes da parceria e também quis saber quais seriam os alvos das futuras publicações.
PF investiga influência digital
Além dessas conversas, os investigadores localizaram mensagens que discutem valores destinados ao site e a dois editores. Em um dos trechos, Mourão menciona a divisão de pagamentos mensais entre pessoas que participariam do acordo.
A Polícia Federal também analisa a contratação de influenciadores e páginas populares nas redes sociais. Segundo os investigadores, esse modelo buscava influenciar a opinião pública em favor do Banco Master.
Além disso, a apuração examina ataques direcionados ao Banco Central nas redes sociais. Essas publicações ganharam força durante o período em que autoridades discutiam a liquidação da instituição financeira, em novembro de 2025.
Por outro lado, o DCM negou irregularidades. Em nota publicada no próprio site, o portal afirmou que não aparece como investigado em decisões do Supremo Tribunal Federal ligadas à operação “Compliance Zero”. O site também declarou que as mensagens divulgadas seriam supostas conversas privadas cuja autenticidade ainda não recebeu confirmação pública.
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