
A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta quarta-feira (18/03/2026), o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, suspeito de matar a esposa, a cabo da PM Gisele Alves Santana, com um tiro na cabeça. O caso, inicialmente tratado como suicídio, mudou de rumo após questionamentos da família da vítima.
Segundo as investigações, o próprio oficial acionou a polícia no dia da morte, em 18/02/2026, e afirmou que a esposa havia tirado a própria vida após uma discussão. No entanto, familiares contestaram a versão desde o início e pressionaram por uma apuração mais aprofundada.
Além disso, uma nova perícia, realizada após a exumação do corpo, identificou sinais de agressão no pescoço da vítima. Dessa forma, os indícios reforçaram a suspeita de homicídio e levaram à intensificação das investigações.
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Enquanto isso, vizinhos relataram ter ouvido o disparo por volta das 7h28, mas o chamado oficial à polícia ocorreu cerca de 30 minutos depois. Ainda assim, imagens de segurança mostram policiais ligados ao tenente-coronel entrando no imóvel antes da chegada das equipes responsáveis pela ocorrência.
De acordo com a investigação, esses agentes podem ter alterado a cena do crime. Além disso, a posição em que o corpo foi encontrado, com a arma na mão, levantou dúvidas, já que não condiz com padrões comuns em casos de suicídio.
Por isso, a Justiça Militar autorizou a prisão preventiva do oficial, além da apreensão de celulares e quebra de sigilos eletrônicos. Agora, o Ministério Público avaliará se há elementos suficientes para formalizar a denúncia e transformar o caso em ação penal.
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