
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a redução de tarifas pelos Estados Unidos representa um avanço, mas ainda não resolve o desequilíbrio imposto às exportações brasileiras. Ele declarou que a medida assinada por Donald Trump segue na direção correta, embora mantenha barreiras que afetam setores centrais da economia nacional. As conversas recentes entre Lula, Trump, Mauro Vieira e o senador Marco Rubio abriram espaço para novas negociações.
A mudança elevou para 26% a fatia das exportações brasileiras que entram nos EUA sem alíquota, algo próximo de US$ 40 bilhões. Mesmo assim, o governo americano manteve a sobretaxa de 40% aplicada desde julho. O aumento elevou a carga total para 50% em produtos como o café, um dos principais itens da pauta de exportação do Brasil. O corte anunciado por Trump retirou apenas os 10% das tarifas recíprocas sobre alimentos como carne bovina e banana.
Alckmin classificou a tarifa sobre o café como injustificável e defendeu nova revisão. O vice-presidente lembrou que o suco de laranja brasileiro teve alíquota zerada no pacote recente, o que mostra espaço para avanços. Apesar disso, a Casa Branca argumenta que o governo americano segue um cronograma próprio e que já há “progresso significativo” em acordos bilaterais. Trump afirmou que não vê necessidade de novas reduções no momento.
Ao comentar as declarações do republicano, Alckmin adotou tom diplomático e reforçou que o Brasil mantém portas abertas ao diálogo. Ele destacou que os EUA têm superávit comercial com o Brasil e que o país representa solução, não problema. O governo Lula pretende continuar pressionando pela derrubada da sobretaxa, vista como distorção que reduz a competitividade do agronegócio e da indústria nacional.
Faça parte do Grupo Bahia Política no WhatsApp, se preferir entre em nosso canal no Telegram.
