Morte de Ali Khamenei encerra era de quase 40 anos no Irã

Líder supremo comandou o Irã por quase quatro décadas.

Foto: Divulgação/farsi.khamenei

A morte do aiatolá Ali Khamenei, aos 86 anos, encerra quase quatro décadas de liderança no Irã. Segundo informações oficiais, ele morreu neste sábado (28) após ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel contra instalações iranianas. Principal autoridade política e religiosa desde 1989, Khamenei concentrou poder e moldou os rumos internos e externos do país.

Poder absoluto no sistema iraniano

À frente da República Islâmica, ele deu a palavra final sobre decisões políticas e militares. Além disso, controlou o Judiciário, influenciou o Parlamento e supervisionou as Forças Armadas. Dessa forma, consolidou autoridade acima de presidentes e ministros. Enquanto isso, manteve influência direta sobre os órgãos de segurança e inteligência, ampliando seu domínio institucional.

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Formação religiosa e ascensão política

Nascido em 1939, em Mashhad, Khamenei iniciou cedo a formação religiosa. Posteriormente, estudou em Qom e aproximou-se do aiatolá Ruhollah Khomeini. Durante os anos 1960, enfrentou perseguições do regime do xá Mohammad Reza Pahlavi. Por isso, tornou-se um dos nomes centrais do movimento que culminou na Revolução Iraniana de 1979.

Da Presidência ao posto de líder supremo

Depois da revolução, assumiu cargos estratégicos e, em 1981, sobreviveu a um atentado que deixou sequelas permanentes. Ainda assim, foi eleito presidente do Irã e permaneceu no cargo até 1989. Com a morte de Khomeini, a Assembleia dos Peritos o escolheu líder supremo, após mudanças legais que permitiram sua nomeação. Desde então, fortaleceu a Guarda Revolucionária e ampliou seu controle político.

Repressão interna e influência regional

Durante seu comando, reprimiu protestos, como os de 2009 e 2022. Além disso, adotou postura firme contra Estados Unidos e Israel e apoiou aliados regionais, como Hamas e Hezbollah. No entanto, também respaldou o acordo nuclear de 2015, embora o entendimento tenha perdido força anos depois.

Seu legado divide opiniões. Aliados o veem como guardião da revolução islâmica; críticos apontam repressão e violações de direitos humanos. Dessa maneira, sua morte marca o fim de uma era que influenciou profundamente o Irã e todo o Oriente Médio.

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