
Os gastos do governo federal com passagens e diárias somaram R$ 1,7 bilhão no primeiro semestre de 2025, segundo dados do Tesouro Nacional. O valor representa um aumento de 8,5% em relação ao mesmo período de 2024, considerando os valores corrigidos pela inflação. Este é o maior gasto registrado para um primeiro semestre desde 2014, ainda na gestão Dilma Rousseff, quando os custos chegaram a R$ 2 bilhões.
Somando os três primeiros anos do atual governo, de 2023 a 2025, as despesas com viagens atingiram R$ 4,6 bilhões. O valor supera em 46% os gastos registrados durante o governo de Jair Bolsonaro no mesmo intervalo de tempo (2019 a 2022), quando o montante ficou em R$ 3,2 bilhões. Durante a pandemia, as restrições de mobilidade fizeram os custos despencarem para R$ 622 milhões em 2020 e R$ 457 milhões em 2021.
A ampliação da estrutura ministerial também ajuda a explicar o aumento. O governo Lula conta atualmente com 38 ministérios, frente aos 23 da gestão anterior, o que demanda mais deslocamentos de ministros e equipes técnicas para diferentes agendas no país e no exterior.
A tendência de alta nos gastos com passagens e diárias indica que a atual gestão ainda não promoveu cortes significativos nesse tipo de despesa. Apesar das críticas e do cenário fiscal apertado, os dados mostram que as viagens continuam sendo uma prioridade operacional do governo.
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