
A ameaça de greve dos caminhoneiros voltou ao centro do debate nacional. Diante da alta do diesel e da falta de medidas efetivas, a categoria afirma que o transporte de cargas se tornou inviável e já articula uma paralisação em todo o país.
A mobilização cresceu nos últimos dias e, segundo lideranças, já foi aprovada em assembleias. Além disso, o movimento reúne tanto motoristas autônomos quanto profissionais vinculados a transportadoras, o que amplia o potencial de impacto.
À frente da articulação, Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirmou que a greve deixou de ser apenas uma possibilidade. Segundo ele, a categoria enfrenta um cenário de colapso financeiro. Por isso, o movimento ganhou caráter de sobrevivência.
Diesel em alta pressiona categoria
O principal motivo da insatisfação é o aumento acelerado do diesel. Dados do setor indicam alta próxima de 19% desde o fim de fevereiro. Enquanto isso, o frete não acompanha o reajuste, o que reduz drasticamente a renda dos caminhoneiros.
Além disso, medidas anunciadas pelo governo, como a zeragem de tributos, não surtiram efeito prático. Isso porque a Petrobras elevou o preço nas refinarias logo em seguida, anulando o alívio esperado. Dessa forma, cresce a sensação de falta de previsibilidade.
Siga agora nosso Instagram e fique por dentro das principais notícias.
Na prática, muitos profissionais já enfrentam dificuldades para manter as atividades. Em alguns casos, o valor recebido não cobre sequer o custo da viagem. Ainda assim, empresas pressionam por fretes mais baratos, agravando o cenário.
Reivindicações e impacto nacional
A categoria também cobra o cumprimento da tabela mínima de frete, criada após a greve de 2018. No entanto, segundo lideranças, a lei não é fiscalizada de forma eficaz. Por isso, motoristas acabam aceitando valores abaixo do mínimo.
Entre as propostas, os caminhoneiros defendem controle mais rígido sobre o frete, isenção de pedágio para veículos vazios e medidas estruturais para conter o preço do diesel. Além disso, sugerem mecanismos que garantam remuneração mínima nas contratações.
Enquanto isso, o governo federal intensificou o monitoramento e abriu diálogo com representantes do setor. Ainda assim, o clima segue de desconfiança, já que medidas anteriores não tiveram efeito concreto.
A paralisação, inicialmente, deve ocorrer sem bloqueios de rodovias. Mesmo assim, o impacto pode ser significativo. Com mais de 1,5 milhão de motoristas no país, uma greve pode afetar o abastecimento e pressionar ainda mais a inflação.
Faça parte do Grupo Bahia Política no WhatsApp , se preferir entre em nosso canal no Telegram . Ouça também a nossa Rádio Bahia Política .

Seja o primeiro a comentar