
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (17) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para anular a delação premiada de Mauro Cid. A solicitação veio após a revista Veja revelar que o ex-ajudante de ordens teria mentido em seu depoimento à Corte. Apesar das novas informações, Moraes manteve a validade do acordo firmado com o Ministério Público.
A matéria da Veja aponta que Mauro Cid trocou mensagens durante o período em que deveria estar incomunicável por decisão do STF. Utilizando o perfil “Gabriela R”, ele teria conversado com pessoas ligadas ao entorno de Bolsonaro e compartilhado versões diferentes daquelas apresentadas em sua delação. O conteúdo foi interpretado por aliados do ex-presidente como prova de contradição nos depoimentos de Cid.
Bolsonaro reagiu nas redes sociais, classificando a delação como parte de uma “trama fabricada” para persegui-lo. “Apelo à consciência dos brasileiros, das instituições, dos parlamentares e da imprensa séria: reflitam sobre o preço dessa escalada autoritária”, escreveu, defendendo o cancelamento do acordo de colaboração de Cid com a Justiça.
Mauro Cid chegou a ser preso na última sexta-feira (13), acusado de tentar deixar o país com passaporte em mãos, mas teve a prisão revogada horas depois. Ele deve prestar um novo depoimento à Polícia Federal ainda nesta semana, em Brasília. A expectativa é de que esclareça as suspeitas de quebra do acordo e novas contradições nas investigações.
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