Polícia desarticula esquema de canetas emagrecedoras na Bahia

Polícia Civil da Bahia investiga rede clandestina que vendia substâncias para emagrecimento sem prescrição médica.

Foto: Divulgação/SSP

Uma megaoperação policial mira um esquema de comercialização irregular de substâncias conhecidas como canetas emagrecedoras. A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quarta-feira (11/03/2026), a Operação Peptídeos para desarticular uma rede suspeita de vender medicamentos sem controle sanitário e sem prescrição médica.

A Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), coordena a ação. Ao todo, equipes cumprem mandados judiciais em seis cidades: Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Simões Filho e Feira de Santana, na Bahia, além da capital paulista.

Siga agora nosso Instagram e fique por dentro das principais notícias.

Investigação aponta rede clandestina

As investigações indicam que o grupo comercializava substâncias usadas no tratamento de diabetes tipo 2. No entanto, os suspeitos divulgavam os produtos como solução rápida para emagrecimento, muitas vezes sem qualquer acompanhamento médico.

Além disso, os investigadores identificaram fortes indícios de que os medicamentos eram vendidos de forma irregular. Os produtos circulavam principalmente por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, o que ampliava o alcance da comercialização clandestina.

Enquanto isso, as apurações também apontam possíveis irregularidades no transporte e armazenamento das substâncias. Segundo a polícia, os envolvidos não seguiam protocolos sanitários e, em muitos casos, deixavam de comunicar a atividade aos órgãos de vigilância sanitária.

Mais de 200 policiais participam da ação

A operação mobiliza mais de 200 policiais civis de diversos departamentos especializados. Entre eles estão equipes do Deic, Denarc, Draco, DHPP, DIP, Depom e Depin.

Além disso, a ação conta com apoio do Departamento de Polícia Técnica (DPT), da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e da Vigilância Sanitária de Salvador. Também participam a Polinter, a Coordenação de Operações de Polícia Judiciária (COPJ), a Core e a Polícia Militar da Bahia.

Dessa forma, as forças de segurança buscam identificar todos os envolvidos na rede clandestina. A investigação continua e, ainda assim, novas medidas judiciais não estão descartadas ao longo do avanço das apurações.

Faça parte do Grupo Bahia Política no WhatsApp, se preferir entre em nosso canal no Telegram. Ouça também a nossa Rádio Bahia Política.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*