
A CPI do Crime Organizado barrou nesta terça-feira (14/04/2026) o relatório que pedia o indiciamento de ministros do STF e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A votação terminou em 6 votos contrários e 4 favoráveis, após mudanças na composição da comissão e forte articulação política no Senado.
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O parecer, apresentado pelo senador Alessandro Vieira, mirava Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Paulo Gonet por supostos crimes de responsabilidade ligados ao caso Banco Master. No entanto, pouco antes da análise, a troca de integrantes no colegiado alterou o cenário e enfraqueceu o apoio ao texto. Além disso, a base governista ampliou a resistência à proposta.
Mudança na CPI definiu resultado
A substituição de senadores foi decisiva para a derrota do relatório. Sergio Moro e Marcos do Val deixaram a comissão, enquanto Teresa Leitão e Beto Faro assumiram as vagas. Além disso, Soraya Thronicke entrou no lugar de Jorge Kajuru. Dessa forma, o novo desenho político consolidou maioria para barrar o avanço do documento.
Durante a sessão, parlamentares contrários ao texto afirmaram que o relatório tinha foco restrito e viés político. Enquanto isso, aliados do parecer criticaram as mudanças no colegiado e classificaram a movimentação como manobra para impedir a votação de um texto considerado sensível. Ainda assim, prevaleceu o entendimento de rejeição ao pedido de indiciamento.
Caso Master segue no centro do debate
Mesmo derrotado, o relatório manteve o caso Banco Master como um dos pontos centrais da reta final da CPI. O documento sustentava que o escândalo extrapola irregularidades financeiras e poderia envolver lavagem de dinheiro e conexões com facções criminosas. Por isso, o tema deve seguir gerando repercussão política e institucional no Congresso e no Judiciário.
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