
O deputado federal Alex Santana (Republicanos-BA) destinou R$ 1,9 milhão em emendas parlamentares à Associação Juntos Podemos+, entidade ligada ao seu cunhado e a uma ex-assessora. Atualmente licenciado da Câmara, ele ocupa o cargo de secretário de Relações Institucionais na Prefeitura de Salvador, na gestão de Bruno Reis.
Em 2023, a associação recebeu mais de R$ 1,1 milhão quando era presidida por Glaucio dos Reis Santos, cunhado do parlamentar. Além disso, foi ele quem representou a entidade junto ao Ministério da Igualdade Racial para firmar o termo de fomento. O recurso financiou um projeto de qualificação profissional para mulheres negras em situação de vulnerabilidade social.
Repasse e mudança na presidência
Posteriormente, em 2025, Alex Santana indicou mais R$ 800 mil em emendas à mesma entidade. Dessa vez, a associação estava sob comando de Jussara Sousa dos Santos, que já havia atuado como secretária parlamentar no gabinete do deputado entre 2019 e 2021. Desse total, R$ 400 mil foram pagos, enquanto o restante segue empenhado.
O novo repasse, por sua vez, está vinculado ao orçamento do Ministério do Trabalho e Emprego. O objetivo é financiar ações de capacitação profissional e geração de renda para jovens em situação de vulnerabilidade em Salvador.
Defesa e questionamentos
Em nota, Alex Santana negou qualquer irregularidade e afirmou que todas as etapas seguiram critérios legais. Além disso, destacou que a saída do cunhado da presidência ocorreu de forma voluntária, com o objetivo de evitar questionamentos sobre o processo.
No entanto, documentos indicam que a ex-assessora chegou a representar formalmente a entidade em atos oficiais, o que contraria a versão apresentada pelo parlamentar. Ainda assim, ele reforça que os repasses são transparentes e podem ser acompanhados pelos órgãos de controle.
Por fim, a Constituição Federal estabelece o princípio da impessoalidade na gestão pública. Dessa forma, a destinação de recursos a entidades ligadas a pessoas próximas ao agente público tende a gerar debate, especialmente quando envolve cargos estratégicos e verbas federais.
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