
Após cair e se ferir durante o sono na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, aliados de Jair Bolsonaro passaram a discutir uma possível saída legislativa para transferi-lo ao regime de prisão domiciliar. Lideranças da oposição na Câmara avaliam alternativas jurídicas que permitam ao ex-presidente cumprir eventual condenação em casa, na capital federal.
Nos bastidores do PL, caciques do partido analisam se o Congresso pode aprovar alguma medida específica para alterar o regime de cumprimento da pena no caso da trama golpista. Apesar disso, o principal objetivo político dos aliados segue sendo a anistia, embora haja resistência no comando da Câmara para pautar o tema.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é visto como um obstáculo para o avanço da proposta. Parlamentares admitem que, sem apoio da presidência da Casa, a votação de uma anistia ampla se torna improvável no curto prazo.
Diante desse cenário, a oposição também aposta na derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria. O projeto, vetado integralmente, poderia reduzir a pena de Bolsonaro para cerca de dois anos. No entanto, o Planalto trabalha para manter o veto, articulando votos suficientes no Senado.
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