Quaest mostra alta rejeição de Lula entre evangélicos

Levantamento aponta avanço da rejeição no segmento religioso em abril

Foto: Reprodução/Youtube

A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15/04/2026), mostra que 68% dos eleitores evangélicos desaprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, índice que subiu em relação aos 61% registrados em março. Além disso, a aprovação dentro desse segmento caiu de 33% para 28%, reforçando o sinal de desgaste político em um dos grupos mais estratégicos do eleitorado brasileiro. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-08214/2026.

Rejeição cresce entre evangélicos

Segundo a pesquisa, a desaprovação entre evangélicos vinha em 64% em dezembro e janeiro, recuou para 61% em fevereiro e março e, agora, voltou a subir em abril. Dessa forma, o novo movimento indica perda de apoio do governo justamente em um público decisivo para a disputa presidencial de 2026. Além disso, o avanço da rejeição reforça a dificuldade do Planalto em melhorar a comunicação com esse segmento.

No cenário geral, o governo Lula também registrou leve piora. A desaprovação nacional passou de 51% para 52%, enquanto a aprovação oscilou de 44% para 43%. No entanto, o dado mais sensível segue concentrado entre os evangélicos, onde a variação foi significativamente maior. Por isso, o resultado amplia a pressão política sobre a base governista e sobre a estratégia de recuperação de imagem do presidente.

Impacto político para 2026

Enquanto isso, a mesma rodada da Quaest mostra reflexos eleitorais importantes para o próximo pleito. O levantamento indica empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, cenário que aumenta o peso político da avaliação negativa entre religiosos. Ainda assim, o governo tenta conter o desgaste com novas agendas econômicas e sociais voltadas à classe média e ao consumo popular.

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre 9/04/2026 e 13/04/2026, com margem de erro de 2 pontos percentuais. Dessa maneira, os números reforçam um alerta estratégico para o Palácio do Planalto: além do avanço da desaprovação geral, a perda de apoio entre evangélicos pode influenciar diretamente o ambiente político e eleitoral dos próximos meses.

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