
Um vereador de Vitória da Conquista, no Sudoeste da Bahia, enfrenta denúncia por suposto esquema de “rachadinha”. O caso envolve Gilvan Nunes Pereira, conhecido como Dinho dos Campinhos (Republicanos). A acusação foi encaminhada ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) e à Corregedoria da Câmara Municipal.
Segundo o relato, um ex-assessor afirma que o parlamentar exigia a devolução de parte do salário recebido durante o período em que trabalhou no gabinete. Além disso, a denúncia aponta que os repasses ocorriam por meio de transferências bancárias e Pix.
De acordo com áudios atribuídos ao vereador, o assessor ficaria com cerca de R$ 700, enquanto devolveria o restante do salário. Dessa forma, o suposto acordo teria sido mantido ao longo do vínculo profissional.
Movimentações financeiras levantam suspeitas
Documentos anexados incluem extratos bancários e registros de transações que indicariam devoluções frequentes. Em alguns casos, os valores chegariam a R$ 3,5 mil por transferência, o que reforça as suspeitas apresentadas.
Além disso, o material aponta que, após os repasses, o saldo da conta do ex-assessor chegava a ficar negativo em determinadas ocasiões. Por isso, a denúncia sustenta que a prática teria causado prejuízos financeiros ao servidor.
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A estimativa total dos valores devolvidos varia entre R$ 45 mil e R$ 60 mil ao longo do período investigado. Ainda assim, os dados seguem sob análise das autoridades competentes.
Câmara avalia possível quebra de decoro
Enquanto isso, a Câmara Municipal de Vitória da Conquista confirmou o recebimento da denúncia. O presidente da Casa, Ivan Cordeiro (PL), informou que o caso já foi encaminhado à Corregedoria.
Dessa forma, o Legislativo local poderá instaurar uma Comissão de Ética. Caso seja comprovada irregularidade, o vereador poderá responder por quebra de decoro parlamentar, o que pode resultar em sanções, incluindo a perda do mandato.
No entanto, a defesa do parlamentar nega todas as acusações. O advogado Ademir Ismerim afirma que o vereador seria alvo de tentativa de extorsão por parte do ex-assessor. Ainda assim, ele garante que o cliente irá colaborar com as investigações.
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