PF prende ex-chefe do BRB por suspeita no caso Master

PF avança sobre esquema no BRB

Foto: Reprodução/Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (16/04/2026), o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, durante a 4ª fase da Operação Compliance Zero. A investigação aponta que o ex-executivo teria autorizado operações sem lastro com o Banco Master e, além disso, ignorado práticas básicas de governança. Dessa forma, o caso ganha novo peso político e financeiro no Distrito Federal.

Segundo a PF, os agentes também cumprem dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo. Ao mesmo tempo, os investigadores apuram um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos. Por isso, a nova etapa reforça a dimensão do escândalo envolvendo BRB e Master.

Suspeita de imóveis como propina

As apurações identificaram seis imóveis avaliados em cerca de R$ 140 milhões que teriam sido recebidos por Costa como propina, sendo quatro em São Paulo e dois em Brasília. Além disso, a linha investigativa sugere que os bens teriam servido para ocultar pagamentos ilícitos. Ainda assim, a defesa do ex-dirigente não havia se manifestado até a publicação da notícia.

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Paulo Henrique Costa comandou o BRB entre 2019 e 2025, após indicação do governador do DF, Ibaneis Rocha. Durante sua gestão, liderou a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB. No entanto, as autoridades suspeitam que parte dessas negociações ocorreu sem garantias adequadas, o que ampliou o risco financeiro da instituição.

Operação amplia pressão política

Enquanto isso, a prisão do ex-presidente do banco aumenta a pressão sobre personagens políticos e financeiros ligados ao caso. Dessa forma, a Compliance Zero se consolida como uma das maiores investigações recentes do setor bancário brasileiro. Além disso, o avanço da PF pode gerar novos desdobramentos na CPI e no ambiente político de Brasília nos próximos dias.

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