
A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira, 6/07/2026, a Operação Véu de Maia para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas ligado à exploração ilegal de apostas esportivas no Brasil. Ao todo, 87 empresas são investigadas por supostamente atuar como laranjas de bets clandestinas e movimentar recursos para o exterior por meio de criptomoedas.
Empresas de fachada e criptomoedas na mira
Durante a operação, os agentes cumpriram nove mandados de busca e apreensão em Goiás, São Paulo e Rio Grande do Sul. Além disso, as equipes realizaram diligências em Goiânia, Aparecida de Goiânia, São Paulo, Ribeirão Preto, Porto Alegre e Canoas. Segundo as investigações, os suspeitos utilizaram empresas de fachada para ocultar a origem dos recursos obtidos com plataformas de apostas irregulares.
Enquanto isso, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda, informou que identificou indícios das irregularidades em maio de 2025. Dessa forma, o órgão encaminhou as informações às autoridades competentes e solicitou o bloqueio dos domínios eletrônicos ligados às operações suspeitas.
Siga agora nosso Instagram e fique por dentro das principais notícias.
Mercado clandestino movimenta bilhões
Durante uma das ações em Canoas, os policiais encontraram quatro armas sem registro. Por isso, prenderam em flagrante o morador do imóvel. Além da investigação financeira, os envolvidos poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa.
Segundo o Ministério da Fazenda, operadores de apostas ilegais continuam representando um desafio para o setor regulado. De acordo com estimativas da H2 Gambling Capital, o mercado clandestino movimentou cerca de R$ 16,3 bilhões em 2025. No entanto, estudo da consultoria LCA, encomendado pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), aponta que as bets ilegais podem representar entre 41% e 51% de todo o mercado nacional, alcançando movimentação entre R$ 26 bilhões e R$ 39 bilhões.
Faça parte do Grupo Bahia Política no WhatsApp, se preferir entre em nosso canal no Telegram. Ouça também a nossa Rádio Bahia Política.

Seja o primeiro a comentar