
A Polícia Civil da Paraíba identificou a principal motivação da chacina que matou quatro trabalhadores baianos na Região Metropolitana de João Pessoa. Segundo os investigadores, integrantes de uma facção criminosa executaram o grupo por causa de uma dívida ligada ao tráfico de drogas atribuída a uma das vítimas.
Os policiais apontam Lucas Bispo, de 22 anos, como alvo principal dos criminosos. Conforme a investigação, ele teria acumulado uma dívida relacionada ao tráfico. No entanto, os outros três trabalhadores não tinham envolvimento com atividades criminosas.
As vítimas eram Cleibson Jaques, de 31 anos, Lucas Bispo, Sidclei Silva, de 21 anos, e Gismario Santos, de 23 anos. Equipes da polícia encontraram os corpos em uma área de mata no bairro Brisamar, em João Pessoa, no início de abril.
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Peritos confirmaram que os criminosos mataram os quatro trabalhadores a tiros. Além disso, três vítimas estavam com as mãos amarradas para trás. Dessa forma, a polícia reforçou a suspeita de execução promovida pela facção criminosa.
Prisões em Mato Grosso
Na quinta-feira (7/05/2026), policiais civis de Mato Grosso prenderam dois jovens suspeitos de participação na chacina. As equipes localizaram os investigados em uma quitinete em Várzea Grande após troca de informações entre as forças de segurança da Paraíba e de Mato Grosso.
Um dos suspeitos tem 18 anos e participou do crime quando ainda era menor de idade, segundo a investigação. Enquanto isso, o segundo investigado, também de 18 anos, respondia a um mandado de prisão temporária.
Durante a operação, os policiais apreenderam celulares e documentos falsos. Segundo a investigação, os suspeitos utilizariam os materiais para dificultar a identificação e facilitar a fuga.
Mandante continua foragido
A investigação aponta que um chefe de facção criminosa escondido no Rio de Janeiro ordenou a execução dos trabalhadores. Apesar disso, os policiais ainda não localizaram o suspeito.
A Polícia Civil da Paraíba já identificou pelo menos seis pessoas envolvidas na execução e na ocultação dos corpos. Além disso, os investigadores apuram conexões interestaduais da facção criminosa com o tráfico de drogas e outros crimes violentos.
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