
A divergência entre Brasil e Estados Unidos ganhou um novo capítulo. O governo norte-americano rejeitou a possibilidade de uma ação militar em território brasileiro. A reação ocorreu após o Itamaraty citar esse risco em um documento enviado à Câmara dos Deputados sobre a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos EUA.
Itamaraty aponta riscos
Um porta-voz do Departamento de Estado classificou a hipótese como “absurda”. Além disso, afirmou que Washington atua dentro de suas prerrogativas soberanas para combater organizações classificadas como narcoterroristas. Segundo o representante, as medidas buscam proteger a população norte-americana.
No ofício enviado à Câmara em 1/07/2026, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou que a decisão dos Estados Unidos pode gerar impactos para o Brasil. Entre eles estão consequências nas áreas financeira, migratória e penal. Além disso, o documento menciona o risco de uso da força militar pelos EUA contra o território brasileiro.
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Governo dos EUA rebate avaliação
No entanto, o Departamento de Estado contestou essa análise. O porta-voz afirmou que o PCC e o Comando Vermelho também atuam em território norte-americano. Além disso, declarou que alegações sobre uma possível intervenção acabam servindo para justificar ou proteger organizações criminosas violentas.
Desde 1/07/2026, passou a valer a classificação do PCC e do Comando Vermelho como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT). Dessa forma, os Estados Unidos podem aplicar sanções econômicas contra grupos e pessoas ligadas às facções. Enquanto isso, o governo brasileiro considera a medida unilateral. Ainda assim, mantém posição contrária ao enquadramento e acompanha a possibilidade de os EUA ampliarem as punições com uma futura classificação das organizações como Terroristas Estrangeiras (FTO).
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