Cláudio Castro vira alvo da PF em investigação sobre Banco Master

Operação apura movimentações de cerca de R$ 3 bilhões do Rioprevidência.

Foto: Governo do Rio de Janeiro/Divulgação

A Polícia Federal realizou, nesta terça-feira (26/05/2026), uma operação contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A investigação apura transferências de aproximadamente R$ 3 bilhões feitas pelo Rioprevidência para fundos ligados ao Banco Master. Além disso, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Mudanças em investimentos levantaram suspeitas

Segundo a PF, os recursos investigados saíram do Rioprevidência, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de cerca de 235 mil servidores estaduais. Além disso, parte das movimentações também teria envolvido recursos da Cedae. As aplicações começaram após mudanças na política financeira do instituto entre 2023 e 2024, permitindo investimentos em papéis ligados ao Banco Master.

Enquanto isso, investigadores analisam indícios de um possível esquema financeiro irregular. A Operação Barco de Papel apura suspeitas de fraudes financeiras, ocultação de patrimônio e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos. Dessa forma, a PF também investiga a criação de fundos considerados fictícios para inflar artificialmente o valor da instituição financeira e esconder a origem dos recursos movimentados.

Siga agora nosso Instagram e fique por dentro das principais notícias.

Ex-presidente do Rioprevidência já havia sido preso

O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, preso em fevereiro deste ano, é apontado como responsável por autorizar mudanças que liberaram os aportes milionários. No entanto, a defesa dele nega irregularidades. Além disso, o Ministério Público do Rio de Janeiro entrou com uma ação para responsabilizar dirigentes do órgão por um prejuízo estimado em R$ 1 bilhão relacionado aos investimentos feitos no Banco Master.

Cláudio Castro também aparece em outra investigação conduzida pela Polícia Federal. Em maio deste ano, a Operação Sem Refino investigou suspeitas de irregularidades no setor de combustíveis envolvendo empresas do grupo Refit, controlador da Refinaria de Manguinhos. Na ocasião, a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em bens e ativos financeiros das empresas investigadas.

Faça parte do Grupo Bahia Política no WhatsApp, se preferir entre em nosso canal no Telegram. Ouça também a nossa Rádio Bahia Política.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*