
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (17/09/26), a 10ª fase da Operação Overclean e cumpriu mandados de busca e apreensão na Bahia. A investigação apura suspeitas de irregularidades em contratos da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte, firmados entre 2024 e 2025.
Ao todo, os agentes cumprem 24 mandados em seis estados: Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. Segundo a PF, a apuração aponta possível direcionamento de procedimentos para a contratação de serviços e o fornecimento de materiais didáticos. Além disso, pelo menos três contratos analisados somam mais de R$ 80 milhões.
Na Bahia, a operação integra a etapa ostensiva da investigação, que alcança diferentes regiões do país. Dessa forma, a PF busca reunir documentos e outros elementos que possam esclarecer a participação dos investigados nas contratações. Enquanto isso, outros procedimentos também permanecem sob análise dos investigadores.
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De acordo com a Polícia Federal, os fatos apurados podem configurar, em tese, crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. No entanto, as suspeitas ainda estão em fase de investigação, e eventuais responsabilidades deverão ser definidas no decorrer do processo.
Ex-secretário de Educação volta ao radar da investigação
A nova fase também se relaciona a nomes que já apareceram em etapas anteriores da Operação Overclean. Entre eles está Bruno Barral, ex-secretário de Educação de Salvador e de Belo Horizonte, que foi alvo da terceira fase da investigação, em abril de 2025. Na ocasião, a PF realizou buscas e apreendeu dinheiro, joias e relógios em um imóvel ligado ao então secretário.
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