PM da Bahia abre PAD contra soldado acusado de roubo

Corregedoria cita policial por edital após não conseguir localizá-lo.

Foto: Divulgação/PM-BA

A Polícia Militar da Bahia (PM-BA) abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar o soldado Raphael Mascarenhas Bitencourt. A corporação apura suspeitas de agressões, ameaças de morte e roubo durante uma abordagem realizada em Anguera, no interior da Bahia, em 7/03/2021. Como não encontrou o policial, a Corregedoria publicou um edital de citação no Diário Oficial do Estado.

Denúncia deu início à investigação

O Inquérito Policial Militar aponta que o caso aconteceu na localidade de Areias, zona rural de Anguera. Na ocasião, o soldado e outros policiais abordaram três funcionários de um empresário identificado apenas como Ismael. Em seguida, os agentes insinuaram que os trabalhadores atuavam para um traficante, iniciaram as agressões e fizeram ameaças de morte.

Além disso, os policiais, segundo a investigação, retiraram R$ 3.600 em dinheiro do veículo das vítimas. Mesmo com medo de represálias, os trabalhadores relataram o episódio ao empregador logo após a abordagem.

Ismael procurou o batalhão acompanhado da esposa e recuperou R$ 2 mil. Dois dias depois, um homem ainda não identificado entregou os R$ 1.600 restantes. Conforme o inquérito, esse homem afirmou que agia a pedido dos policiais investigados.

Corregedoria tenta localizar o policial

Mensagens que circularam em grupos de WhatsApp levaram o caso ao conhecimento do comando da PM. Os capitães Geisael de Jesus Santos e Antônio Rosa da Conceição receberam a denúncia e repassaram as informações ao então subcomandante da 57ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), major Itamar de Souza e Silva Filho. A partir desse momento, a corporação iniciou a apuração.

O soldado Raphael Mascarenhas Bitencourt integrava a 57ª CIPM de Santo Estêvão. No entanto, ele não compareceu diante da comissão responsável pelo PAD. O comando da unidade informou que o policial permanece afastado das atividades por causa de uma dispensa médica.

O presidente do processo, major Juraci Almeida da Cunha, informou que a Corregedoria visitou o endereço cadastrado, tentou contato por telefone e enviou mensagens, mas não conseguiu localizar o militar. Por esse motivo, o órgão publicou a citação por edital.

Agora, o soldado terá cinco dias para apresentar a defesa por escrito. Caso permaneça em silêncio e não contrate um advogado, o Estado nomeará um defensor dativo para acompanhar o processo. Se a investigação confirmar as acusações, a Polícia Militar poderá aplicar sanções disciplinares, inclusive a demissão do policial.

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