
O porta-voz da Casa Rosada, Adrian Ravier, afirmou nesta terça-feira (28/07/2026) que a crise entre o presidente da Argentina, Javier Milei, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) envolve “insultos de ambos os lados”. Além disso, ele declarou que as divergências são ideológicas e políticas, mas não devem comprometer as relações diplomáticas entre Brasil e Argentina.
Segundo Ravier, o governo argentino considera naturais as diferenças entre líderes que defendem projetos políticos distintos. Dessa forma, ele ressaltou que Milei mantém proximidade política com a família Bolsonaro por compartilhar uma agenda econômica liberal. Enquanto isso, afirmou que Lula representa uma visão oposta, o que explica os constantes embates públicos entre os dois governos.
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Declarações sobre campanha anti-Argentina
A manifestação do porta-voz ocorreu após questionamentos sobre declarações feitas por Milei no domingo (26/07/2026). Na ocasião, o presidente argentino afirmou, sem apresentar provas, que o governo brasileiro teria financiado parte de uma campanha contra a Argentina nas redes sociais durante a Copa do Mundo. Além disso, ele alegou que recursos também teriam vindo do México e do Partido Democrata dos Estados Unidos.
Ainda durante a entrevista, Milei afirmou que 25% dos supostos investimentos nessa campanha teriam origem no governo brasileiro. No entanto, ele não apresentou evidências para sustentar a acusação. Por isso, o tema voltou a ser debatido na coletiva desta terça-feira, quando jornalistas solicitaram esclarecimentos sobre as declarações.
Governo argentino reforça discurso ideológico
Ao responder aos questionamentos, Adrian Ravier voltou a defender a tese apresentada por Milei. Segundo ele, existe a hipótese de que setores da esquerda estejam estimulando uma campanha anti-Argentina para enfraquecer a imagem do atual governo. Ainda assim, o porta-voz também não apresentou fontes ou provas que sustentassem essa afirmação. Dessa maneira, o governo argentino mantém o discurso de que as críticas ao país possuem motivação política e ideológica, enquanto insiste que o episódio não deverá afetar a relação diplomática entre os dois países.
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