
A Bahia transferiu cinco líderes de facções criminosas para presídios federais de segurança máxima nesta segunda-feira (28/09/2026). Os detentos foram encaminhados para unidades localizadas em Porto Velho, em Rondônia, e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A ação reuniu a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e a Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).
Transferência busca enfraquecer facções
Segundo a SSP-BA, a transferência segue as medidas previstas na nova Lei Antifacção, sancionada neste ano. Além disso, o objetivo é retirar dos grupos criminosos a capacidade de comando e articulação a partir das unidades prisionais. Os cinco custodiados respondem, conforme a secretaria, por crimes como tráfico de drogas e armas, homicídios, lavagem de dinheiro e corrupção de menores.
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Entre os transferidos, três possuem vínculo, segundo a SSP-BA, com uma organização criminosa originária do Rio de Janeiro. De acordo com a secretaria, esses detentos tentavam implementar na Bahia estratégias de domínio territorial semelhantes às utilizadas por grupos criminosos no Sudeste. Enquanto isso, os outros dois integram um grupo ligado a uma facção paulista e são investigados por participação no desvio de coletes balísticos do Exército Brasileiro.
Operação reúne forças estaduais e federais
Além disso, o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, destacou a integração entre as forças estaduais e federais durante a operação. Segundo ele, o Estado pretende manter ações contínuas contra organizações criminosas. Dessa forma, a transferência dos presos para unidades federais busca dificultar a atuação de lideranças e reduzir a influência desses grupos dentro do sistema prisional.
No entanto, a SSP-BA não divulgou os nomes dos cinco detentos transferidos. A operação contou com atuação conjunta dos órgãos de segurança e do sistema penitenciário. Por isso, a medida integra uma estratégia mais ampla de enfrentamento ao crime organizado na Bahia, especialmente contra grupos envolvidos em tráfico, homicídios e outros crimes associados às facções.
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