
Uma diligência determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) movimentou a campanha eleitoral em Camaçari na segunda-feira (28/9/26). A medida autorizou uma inspeção sigilosa no comitê do candidato a deputado estadual Elinaldo Araújo (União Brasil) e no Espaço Político do vereador Manoel Jacaré (PP), em Monte Gordo. O objetivo era verificar a possível existência de materiais de campanha com nomes de Lula, ACM Neto, Elinaldo e Robinho.
Diligência ocorreu de forma sigilosa
Segundo a Carta de Ordem, a representação que deu origem à diligência foi apresentada pela coligação Mais Bahia, Mais Brasil. Além disso, o documento judicial determinou que a inspeção ocorresse de forma sigilosa. Para isso, a medida autorizou somente o apoio de policiais descaracterizados, sem viaturas ou outros elementos que identificassem a operação.
Durante a inspeção, porém, nenhum dos supostos santinhos mencionados na representação foi localizado nos endereços indicados. Dessa forma, a diligência terminou sem a apreensão do material que motivou o pedido. O caso, entretanto, ainda gera questionamentos dentro do grupo político de Elinaldo.
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Segundo a assessoria do candidato, Elinaldo não autorizou e não tinha conhecimento da produção dos supostos impressos. Robinho, por sua vez, também afirmou não reconhecer a produção do material. Ainda conforme a assessoria, a ausência dos santinhos nos locais vistoriados reforçou os questionamentos sobre a origem dos impressos.
Caso gera questionamentos entre aliados
A diligência realizada no Espaço Político de Manoel Jacaré, em Monte Gordo, acrescentou outro ponto ao caso. De acordo com a assessoria, o vereador apoia Paulo Azi (União Brasil) para deputado federal, e não Robinho. Por isso, um eventual material que associasse Elinaldo a Robinho não corresponderia à composição eleitoral defendida pelo vereador.
Enquanto isso, a assessoria de Elinaldo questiona a origem da denúncia e quais informações foram apresentadas à Justiça Eleitoral para fundamentar a diligência. Além disso, o grupo afirma considerar relevante esclarecer quem teria produzido os supostos santinhos e de onde partiu a informação sobre a existência do material. Até o momento, contudo, a inspeção não encontrou os impressos citados na representação.
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