Chacinas sobem 50% em Salvador e RMS em julho

Julho teve seis chacinas e 16 mortos na região.

Foto: Reprodução

Salvador e a Região Metropolitana (RMS) registraram seis chacinas em julho de 2026, segundo relatório divulgado pelo Instituto Fogo Cruzado nesta terça-feira (11/8). O número representa um aumento de 50% em comparação com julho de 2025, quando foram contabilizados quatro casos.

Seis casos foram registrados

As ocorrências aconteceram nos bairros de Capelinha, Castelo Branco, Cosme de Farias, Barreiras, Nordeste de Amaralina e Beiru/Tancredo Neves, em Salvador. Além disso, os seis episódios ocorreram durante ações ou operações policiais e deixaram 16 pessoas mortas.

Segundo o Fogo Cruzado, uma chacina ocorre quando um episódio de violência deixa três ou mais civis mortos. Já a chamada chacina policial acontece quando as mortes resultam de uma ação das forças de segurança. Dessa forma, todos os casos registrados em julho entraram nessa segunda classificação.

O número de vítimas também cresceu. Em julho de 2025, as chacinas deixaram 14 mortos. Já neste ano, o total chegou a 16, uma alta de 14%. No entanto, o cenário muda quando o levantamento considera todo o período entre janeiro e julho.

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Acumulado do ano apresenta queda

Nos sete primeiros meses de 2026, Salvador e a RMS registraram 20 chacinas. No mesmo período de 2025, foram 24 ocorrências. Portanto, houve redução de 17% no número total de casos. Ainda assim, a participação das ações policiais aumentou de forma significativa.

Em 2026, 19 das 20 chacinas ocorreram durante ações ou operações policiais, o equivalente a 95% dos registros. Enquanto isso, em 2025, foram 16 casos desse tipo entre as 24 chacinas registradas, representando 67%.

Apesar da queda no número de ocorrências, o total de mortos em chacinas durante ações policiais permaneceu em 65 vítimas nos dois anos. Ao todo, 68 pessoas morreram em chacinas entre janeiro e julho de 2026. Desse total, 65 foram vítimas de ocorrências relacionadas a ações policiais, o equivalente a 96%. Em 2025, esse percentual foi de 73%.

Para Tailane Muniz, coordenadora regional do Instituto Fogo Cruzado, os dados mostram uma concentração da letalidade em determinados territórios e dinâmicas de violência. Por isso, segundo ela, as políticas de segurança precisam considerar a preservação da vida e a redução da letalidade.

Além disso, o levantamento aponta que Salvador e a RMS tiveram ao menos 118 tiroteios em julho. Essas ocorrências deixaram 120 pessoas baleadas, sendo 93 mortas e 27 feridas. Enquanto isso, 62 tiroteios aconteceram durante ações ou operações policiais, correspondendo a 52% dos registros. Esses episódios resultaram em 49 mortes e 12 feridos.

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