
A pesquisa Gerp divulgada nesta terça-feira (11/8) mostra uma disputa apertada entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela Presidência da República em 2026. No segundo turno, Flávio aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Lula registra 43%. Como a diferença é de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.
No primeiro turno, o cenário também indica forte equilíbrio. Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com 38% das intenções de voto cada. Além disso, Renan Santos registra 5%, seguido por Ronaldo Caiado, com 4%, e Romeu Zema, com 2%. Cabo Daciolo e Augusto Cury têm 1% cada. Por outro lado, Samara Martins, Rui Costa Pimenta e Hertz Dias não pontuaram.
Segundo turno mantém disputa acirrada
Na simulação direta entre Lula e Flávio, o senador aparece numericamente à frente. No entanto, a vantagem de dois pontos está exatamente dentro da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Dessa forma, a pesquisa não aponta um vencedor estatístico no confronto.
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Além disso, 10% dos entrevistados afirmam que votariam branco, nulo ou em nenhum dos dois candidatos. Outros 2% não souberam responder. Portanto, o levantamento mostra um cenário ainda aberto, com uma parcela relevante do eleitorado fora da disputa direta entre os dois principais nomes.
A pesquisa também mediu a rejeição dos presidenciáveis. Lula aparece com o maior índice, alcançando 48% dos entrevistados que afirmam não votar nele de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro, por sua vez, registra 44%. Enquanto isso, Zema, Daciolo e Cury aparecem com 8% de rejeição cada.
Nordeste favorece Lula; Sul e evangélicos destacam Flávio
Os recortes demográficos mostram diferenças importantes entre os dois principais candidatos. Lula lidera no Nordeste, onde alcança 50% das intenções de voto no primeiro turno. Além disso, o presidente chega a 45% entre eleitores com escolaridade fundamental.
Flávio Bolsonaro, por outro lado, apresenta desempenho mais forte no Sul, com 49%. O senador também registra 51% entre os eleitores evangélicos. Nesse segmento, Lula aparece com 26%. Assim, os dados indicam uma divisão regional e religiosa relevante na composição das intenções de voto.
Por fim, a pesquisa avaliou a aprovação do governo federal. A administração Lula registra 53% de desaprovação, enquanto 42% aprovam a gestão. Outros 5% não souberam ou não quiseram responder. O levantamento ouviu 2.400 eleitores entre 6 e 10/8, por meio de entrevistas telefônicas pelo sistema GerpCati. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08045/2026.
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