
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou a suspensão imediata dos shows de Rey Vaqueiro e Léo Foguete no São João de Paramirim, no sudoeste baiano. A decisão foi publicada no Diário da Justiça na quarta-feira (13/05/2026) após o órgão identificar indícios de sobrepreço nos contratos firmados pela prefeitura para os festejos juninos.
Segundo o MP-BA, os artistas foram contratados por cachês de R$ 450 mil cada. Rey Vaqueiro deve se apresentar em 10/06/2026, enquanto Léo Foguete está previsto para subir ao palco em 11/06/2026. Além disso, o evento acontecerá entre 1º e 13/06/2026, reunindo atrações locais e nacionais.
MP questiona aumento dos cachês
O Ministério Público destacou que os valores pagos neste ano superam os cachês registrados pelos artistas em 2025. Rey Vaqueiro, por exemplo, teria recebido cerca de R$ 280 mil por apresentação no ano passado. Já Léo Foguete realizou shows por aproximadamente R$ 350 mil. Dessa forma, o órgão passou a investigar possível superfaturamento nas contratações.
Siga agora nosso Instagram e fique por dentro das principais notícias.
Enquanto isso, a dupla sertaneja Maiara e Maraisa também entrou na mira da investigação. O MP informou que não encontrou o contrato das artistas no Painel Nacional de Contratações Públicas (PNCP). Ainda assim, a média de cachês da dupla estaria estimada em R$ 700 mil, o que aumentou os questionamentos sobre os gastos públicos no evento.
Prefeitura terá cinco dias para responder
Além de pedir a suspensão dos shows, o Ministério Público determinou o envio imediato de cópias dos processos de contratação dos festejos juninos, principalmente dos artistas investigados. Caso o contrato de Maiara e Maraisa ultrapasse R$ 700 mil, a prefeitura precisará comprovar capacidade financeira e demonstrar que os gastos não afetarão áreas essenciais da administração municipal.
O MP-BA também recomendou a publicação de todos os contratos do São João no PNCP. Além disso, o município deverá declarar oficialmente que não enfrenta situação de emergência ou calamidade pública. A Prefeitura de Paramirim terá prazo de cinco dias para informar se vai cumprir as recomendações. Caso descumpra as medidas, o órgão alertou para possível responsabilização por improbidade administrativa.
Faça parte do Grupo Bahia Política no WhatsApp, se preferir entre em nosso canal no Telegram. Ouça também a nossa Rádio Bahia Política.

Seja o primeiro a comentar