
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (13/05/2026), a Operação Off-Balance para investigar supostas irregularidades em investimentos feitos pelo Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar, em São Paulo. A apuração envolve cerca de R$ 107 milhões aplicados em Letras Financeiras de bancos privados, entre eles o Banco Master.
Segundo a PF, os principais alvos da operação são ex-dirigentes do instituto responsáveis pelas aplicações financeiras. Estão entre os investigados Luiz Henrique Miranda Teixeira, ex-diretor-executivo; Milton Marques Dias, ex-diretor administrativo e financeiro; e Marcelo Ribas de Oliveira, responsável pela área de benefícios.
Além disso, os policiais federais cumprem seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Cajamar, Boituva e São Paulo. A Justiça Federal também determinou o afastamento de funções públicas e a indisponibilidade de bens dos investigados. As ordens partiram da 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo.
Aplicações no Banco Master
As aplicações investigadas ocorreram entre outubro e dezembro de 2023 e março de 2024. Naquele período, Danilo Joan ocupava a prefeitura de Cajamar e tinha a prerrogativa de indicar dirigentes para o instituto previdenciário municipal.
De acordo com as investigações, aproximadamente R$ 87 milhões foram destinados ao Banco Master. No entanto, com a liquidação da instituição financeira, o instituto acabou perdendo os recursos investidos. A PF apura se houve falhas técnicas, riscos incompatíveis ou possíveis irregularidades na gestão dos investimentos.
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Ainda assim, a investigação não inclui o ex-prefeito Danilo Joan como alvo da operação. Segundo apuração divulgada pela coluna de Andreza Matais, ele mantém aliança política com o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP.
Ligação com outra operação
A nova ofensiva da PF acontece poucos dias após outra etapa da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro do STF, André Mendonça. Na ocasião, a investigação teve como alvo o senador Ciro Nogueira.
Segundo a Polícia Federal, o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria feito repasses mensais ao senador. Os valores variariam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil. Ciro Nogueira, porém, nega qualquer irregularidade.
Em nota enviada anteriormente à imprensa, o Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar afirmou que os investimentos seguiram critérios técnicos e cautelas legais. Enquanto isso, Milton Marques Dias declarou que já prestou todas as informações solicitadas sobre o caso.
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