TSE apura canal ‘Exército do Lula’ após decisões divergentes

Nunes Marques pediu análise urgente sobre publicações no WhatsApp e convidou representantes das campanhas para uma reunião.

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou nesta segunda-feira (12/10/2026) uma análise urgente sobre possíveis informações falsas divulgadas pelo canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp. Além disso, convidou representantes das campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para uma reunião nesta terça-feira (13/10/2026).

TSE investiga circulação de conteúdos

A análise ficará sob responsabilidade da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE. Nesse sentido, o órgão deverá verificar se os conteúdos questionados também circularam em outras plataformas e se houve atuação coordenada para ampliar sua divulgação. Dessa forma, a Corte pretende reunir informações técnicas para avaliar os possíveis impactos das publicações sobre o processo eleitoral.

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Segundo a decisão, o canal reúne cerca de 3,2 milhões de seguidores. Entre os conteúdos contestados estão publicações que associam Flávio Bolsonaro a uma suposta proposta de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Além disso, a campanha do senador questionou mensagens sobre possíveis ligações com milícias e supostos cortes em aposentadorias e benefícios sociais.

Decisões divergentes sobre o canal

No domingo (11/10/2026), Nunes Marques determinou a suspensão do canal, atendendo a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. A medida previa a interrupção de novas publicações e da entrada de seguidores até a homologação do resultado do segundo turno. No entanto, horas depois, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou o restabelecimento do canal.

Diante desse cenário, Nunes Marques solicitou informações adicionais para esclarecer a circulação dos conteúdos e eventuais irregularidades. Enquanto isso, a reunião prevista para terça-feira deverá abordar a conduta das campanhas durante o segundo turno presidencial, marcado para 25/10/2026. Por fim, a análise técnica poderá fornecer novos elementos para orientar eventuais decisões da Justiça Eleitoral sobre o caso.

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