Operação prende advogado por fraude fundiária em Camaçari

Polícia Civil investiga esquema de estelionato e falsificação de documentos envolvendo imóveis.

Foto: Ilustrativa/SSP-BA

A Polícia Civil da Bahia prendeu, na manhã desta terça-feira (4/08/2026), um advogado investigado por supostamente integrar um grupo criminoso especializado em fraudes fundiárias. A prisão ocorreu em Camaçari durante a Operação Terno Manchado. Segundo a investigação, o esquema envolve estelionato, falsificação de documentos e outros crimes contra o patrimônio e a fé pública.

A operação cumpriu quatro mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça do Paraná. Conforme a Polícia Civil, o grupo criminoso teria surgido em outro estado. No entanto, o advogado investigado passou a atuar na Bahia, onde, segundo as apurações, teria continuado a participar de crimes patrimoniais.

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Investigação aponta fraude envolvendo terreno

A Coordenação de Conflitos Fundiários (CCF/GEMACAU) identificou uma tentativa de comercialização considerada fraudulenta de um lote pertencente ao Projeto de Assentamento Açu da Capivara, em Camaçari. A área é administrada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Dessa forma, os investigadores passaram a aprofundar a apuração sobre a atuação do grupo na Bahia.

Segundo a investigação, os suspeitos atuariam de maneira estruturada em estelionatos envolvendo imóveis. Além disso, o grupo teria produzido e utilizado documentos falsificados para dar aparência de legalidade às negociações. A Polícia Civil também apura possíveis fraudes relacionadas a outras propriedades.

Ainda conforme os investigadores, existem indícios de participação do grupo na ocultação de bens pertencentes a espólios em processos de inventário. Por isso, a polícia busca identificar outras possíveis vítimas e reunir provas capazes de esclarecer a extensão das supostas irregularidades.

Polícia busca novas vítimas

A Operação Terno Manchado representa a primeira fase da investigação conduzida na Bahia. Além de cumprir as determinações judiciais, as equipes pretendem reunir novos elementos para identificar e responsabilizar outros possíveis envolvidos. A ação contou com equipes da CCF/GEMACAU e da Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter).

A coordenadora da CCF/GEMACAU, delegada Giovanna de Andrade Bomfim, orientou pessoas que negociaram imóveis ou terrenos e suspeitam de fraudes semelhantes a procurarem uma unidade da Polícia Civil. Dessa forma, possíveis vítimas poderão registrar ocorrência e fornecer informações para ampliar as investigações. Segundo a corporação, a identidade dos denunciantes será preservada.

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