Dino autoriza 3º inquérito sobre Lulinha

PF vai apurar suspeita de tráfico de influência; Dino também autorizou investigação sobre vazamentos de dados sigilosos.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um terceiro inquérito da Polícia Federal (PF) envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A nova investigação apura suspeita de tráfico de influência. Dino assinou a decisão na segunda-feira (3/08/2026).

Além disso, Dino autorizou a PF a investigar possíveis vazamentos ilegais de informações sigilosas relacionadas a investigações em andamento, incluindo procedimentos que envolvem Lulinha. Dessa forma, a Polícia Federal deverá apurar tanto as suspeitas contra o empresário quanto a eventual divulgação irregular de dados protegidos.

Procurado, o advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que recebeu a decisão com tranquilidade. Segundo ele, a defesa pretende aproveitar as oportunidades oferecidas durante a investigação para esclarecer eventuais dúvidas relacionadas às atividades pessoais ou profissionais de Fábio Luís.

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Outras investigações envolvendo Lulinha

Na sexta-feira (31/07/2026), o ministro André Mendonça, também do STF, autorizou a Polícia Federal a abrir outro inquérito para investigar possível tráfico de influência junto ao governo federal. Entre os alvos dessa apuração está Lulinha. Portanto, o filho do presidente passou a figurar em diferentes frentes de investigação.

Nesse caso, a PF informou ao Supremo que identificou indícios de possíveis irregularidades na atuação de Lulinha junto à Dataprev e a outros órgãos federais. Segundo os investigadores, a suposta atuação teria ocorrido em benefício do empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da empresa 3STRUCTURE IT.

Além disso, a investigação aponta uma possível relação de Cleber Ribas com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. No entanto, as suspeitas ainda estão sob investigação e não representam, por si só, conclusão sobre responsabilidade criminal dos envolvidos.

Enquanto isso, na quinta-feira (30/07/2026), André Mendonça já havia autorizado outra investigação sobre supostos crimes de corrupção e tráfico de influência relacionados à autorização para comercialização de cannabis medicinal em programas ligados ao Ministério da Saúde. Lulinha também aparece entre os alvos dessa apuração.

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