PF mira endereço ligado a Cláudio Castro

Nova fase da Operação Sem Refino apura fraudes em licenças ambientais e lavagem de dinheiro ligada à Refit.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A Polícia Federal realizou novas buscas nesta sexta-feira (14/8) em um endereço ligado ao ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). A ação faz parte da segunda fase da Operação Sem Refino, que investiga suspeitas envolvendo a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.

Ao todo, os agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão no estado do Rio de Janeiro. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, a PF ainda não informou qual seria a participação atribuída a Castro nesta etapa nem detalhou o que procura no endereço relacionado ao ex-governador.

Investigação mira licenças ambientais

Nesta fase, a investigação concentra-se em possíveis fraudes na concessão de licenças ambientais para a Refit. Segundo a Polícia Federal, o esquema teria ocorrido à revelia das orientações dos órgãos técnicos responsáveis. Além disso, os investigadores apuram suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao grupo.

A operação também investiga possíveis crimes de gestão fraudulenta e temerária, sonegação fiscal e evasão de divisas. Da mesma forma, a apuração envolve suspeitas de manipulação de mercado e crimes contra a ordem econômica relacionados à comercialização de combustíveis.

Segundo a PF, a investigação também está relacionada a uma decisão do STF no julgamento da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas. Dessa forma, a corporação busca aprofundar apurações sobre grupos criminosos organizados no Rio e suas possíveis conexões com agentes públicos.

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Primeira fase também atingiu Castro

A primeira fase da Operação Sem Refino ocorreu em 15/5 e também teve um endereço ligado a Cláudio Castro entre os alvos. Na ocasião, os investigadores apuravam possíveis favorecimentos à Refit e supostas conexões entre o grupo empresarial e agentes públicos do Rio de Janeiro.

Além disso, a investigação apontou suspeitas de que servidores públicos teriam recebido benefícios para favorecer atividades da refinaria. A apuração envolveu possíveis irregularidades na Secretaria de Estado de Fazenda, na Procuradoria-Geral do Estado e no Instituto Estadual do Ambiente (Inea), além de integrantes do Tribunal de Justiça do Rio. Na primeira etapa, o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão do empresário Ricardo Magro, dono da Refit. Como ele estava nos Estados Unidos, passou a ser considerado foragido. Ainda assim, os investigadores também apontaram suspeitas de que Castro teria usado a estrutura do governo estadual para beneficiar empresas ligadas a Magro.

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