
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta quinta-feira (20/08/2026) que o Supremo Tribunal Federal (STF) envie uma investigação envolvendo Luís Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, para a Justiça de primeira instância. Segundo o órgão, o caso não envolve autoridades com foro por prerrogativa de função no Supremo.
O ministro André Mendonça agora analisa o pedido e decidirá o futuro do procedimento. A mudança de posição da Procuradoria, no entanto, chama atenção porque a Polícia Federal levou inicialmente o caso ao STF e recebeu o aval da própria PGR para iniciar a investigação na Corte.
Agora, a Procuradoria argumenta que nenhuma autoridade com foro no STF integra o caso. Por isso, o órgão defende que a Justiça de primeira instância assuma a condução da investigação e dê continuidade ao procedimento.
Além disso, Mendonça também analisa um pedido da defesa de Lulinha para retirar o sigilo dos inquéritos. No entanto, o ministro tende a manter as informações restritas enquanto avalia as novas questões apresentadas no processo.
Defesa busca transparência
A defesa de Lulinha quer ampliar a transparência sobre o caso e permitir que ele preste depoimento o quanto antes. Dessa forma, os advogados esperam que os investigadores ouçam o filho do presidente Lula durante o andamento dos procedimentos.
Enquanto isso, Mendonça considera o pedido da PGR e as demais pendências do caso. Dessa forma, o ministro definirá se o STF continuará responsável pela investigação ou se encaminhará o procedimento à primeira instância.
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Atualmente, a Polícia Federal conduz três inquéritos no STF que envolvem Lulinha. As investigações apuram suspeitas de tráfico de influência, corrupção e possíveis irregularidades relacionadas à atuação junto a órgãos e programas do governo federal.
Três inquéritos envolvem Lulinha
André Mendonça autorizou o primeiro inquérito em 30/07/2026. A Polícia Federal investiga suspeitas de corrupção e tráfico de influência relacionadas à autorização para comercialização de cannabis medicinal em programas ligados ao Ministério da Saúde.
No dia seguinte, em 31/07/2026, Mendonça autorizou uma segunda investigação. Dessa vez, a Polícia Federal passou a apurar suspeitas de tráfico de influência junto ao governo federal e possíveis irregularidades envolvendo a atuação de Lulinha em favor do empresário Cleber Ribas de Oliveira.
Já em 3/08/2026, o ministro Flávio Dino autorizou o terceiro inquérito. A investigação também apura suspeitas de tráfico de influência e, além disso, busca esclarecer possíveis vazamentos ilegais de dados sigilosos. Agora, Mendonça decidirá se o caso continuará no STF ou seguirá para a Justiça de primeira instância.
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