
O Grupo de Dança Contemporânea da Universidade Federal da Bahia (UFBA) encerrou uma turnê histórica pela China e prepara uma apresentação especial em Salvador. Com patrocínio da BYD, o coletivo levou a cultura afro-brasileira aos palcos de Xangai, Wuhan e Yichang. Agora, após a experiência internacional, os artistas voltarão a se apresentar na capital baiana em 22/11/26, às 19h, no Teatro 2 de Julho.
A apresentação será exclusiva para os colaboradores da montadora e marcará a celebração da parceria entre a BYD e a universidade. Além disso, o evento pretende valorizar o intercâmbio cultural entre Brasil e China. Segundo Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD do Brasil, acompanhar o reconhecimento internacional do grupo foi motivo de orgulho para a companhia.
Espetáculo destaca ancestralidade afro-brasileira
Intitulado Ancestralidade em Movimento, o espetáculo recebeu o 9º Prêmio Leda Maria Martins de Artes Cênicas Negras. A obra, idealizada pela professora e coreógrafa Edileuza Santos, apresenta uma pesquisa sobre o conceito de corpo tambor e as matrizes negro-africanas. Dessa forma, a montagem combina dança, música ao vivo e elementos da ancestralidade afro-brasileira.
Durante a passagem pela China, os artistas também participaram de oficinas com estudantes locais e atividades de intercâmbio cultural. Além das apresentações, o grupo promoveu experiências práticas que aproximaram os participantes das tradições brasileiras. Ao todo, a comitiva reuniu 17 pessoas, entre bailarinos, músicos, profissionais técnicos e integrantes da direção.
A apresentação em Wuhan aconteceu em 4/11. Em seguida, o grupo seguiu para Yichang, onde participa de visitas etnoculturais até 8/11. Para Edileuza Santos, a turnê permitiu apresentar a potência da dança negra e valorizar o corpo negro como espaço de memória, história e produção de conhecimento. Além disso, a professora destacou a identificação entre as culturas brasileira e chinesa por meio dos tambores.
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Bahia amplia intercâmbio cultural com a China
A viagem da UFBA representa a segunda turnê de grupos artísticos baianos na China em 2026. Anteriormente, em maio, a Orquestra Neojiba também realizou apresentações no país, sob regência de Ricardo Castro. Na ocasião, cerca de 100 jovens músicos passaram por quatro cidades chinesas. Assim, a iniciativa aproximou a produção artística da Bahia do público asiático.
Por sua vez, Tyler Li, presidente da BYD do Brasil, destacou a importância da iniciativa para o Ano Cultural Brasil-China 2026. Segundo o executivo, a aproximação entre os dois países vai além dos negócios, da indústria automobilística e da tecnologia. Por isso, a companhia considera a arte e a troca de experiências fundamentais para fortalecer essa relação.
Com o retorno a Salvador, o Grupo de Dança Contemporânea da UFBA pretende compartilhar com os colaboradores da BYD a experiência construída nos palcos internacionais. Dessa maneira, a apresentação de 22/11 celebra uma conquista importante para o coletivo e reforça a presença da cultura baiana no cenário internacional.
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