
A Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) não deve abrir um processo para cassar o mandato do deputado estadual Binho Galinha (Avante). A avaliação reúne parlamentares da base governista e da oposição. Segundo eles, a falta de funcionamento do Conselho de Ética impede o início do procedimento. Além disso, o período eleitoral reduz as chances de qualquer movimentação política sobre o caso.
Conselho de Ética segue sem funcionamento
O Regimento Interno da Alba determina que o Conselho de Ética analise pedidos de cassação e casos de quebra de decoro. No entanto, o colegiado ainda não retomou as atividades. A janela partidária, encerrada em 4/04/2026, alterou a composição das comissões permanentes e provisórias da Casa. Por isso, a Assembleia precisa indicar novos integrantes e eleger um presidente para o conselho.
Somente após essa etapa, os deputados poderão escolher um relator para analisar eventual representação contra Binho Galinha. Enquanto isso, nenhum processo pode avançar. Dessa forma, a situação permanece sem mudanças no âmbito da Assembleia.
Siga agora nosso Instagram e fique por dentro das principais notícias.
Ano eleitoral reduz interesse político
Parlamentares afirmam que o calendário eleitoral também influencia o cenário. Segundo eles, não há interesse político em abrir um processo disciplinar durante a campanha. Ainda assim, deputados da base e da oposição demonstram entendimento semelhante sobre o tema. Por isso, a expectativa é que o mandato siga até o fim da atual legislatura.
Binho Galinha permanece preso preventivamente desde outubro de 2025 e responde a acusações investigadas pela Justiça. Mesmo assim, ele mantém os direitos previstos para o exercício do mandato. Enquanto o processo judicial segue em andamento, a Alba aguarda a reinstalação do Conselho de Ética para analisar qualquer medida disciplinar.
Faça parte do Grupo Bahia Política no WhatsApp, se preferir entre em nosso canal no Telegram. Ouça também a nossa Rádio Bahia Política.

Seja o primeiro a comentar