
A divulgação de uma foto em que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, provocou repercussão política nesta terça-feira. O parlamentar afirmou que não conhece o homem e explicou que registra fotos diariamente com dezenas de pessoas durante compromissos públicos.
Imagem gera repercussão
A fotografia foi publicada inicialmente pelo site ICL e, posteriormente, confirmada pela Jovem Pan. Segundo as reportagens, o registro teria sido feito em 2022, em um hotel localizado na zona do Rio de Janeiro.
Em nota, Flávio Bolsonaro declarou que recebe inúmeros pedidos de fotos todos os dias. Além disso, afirmou ser impossível identificar todas as pessoas que se aproximam para um registro. O senador também disse que nunca conheceu o homem retratado na imagem.
Inicialmente, a equipe do parlamentar afirmou que não era possível confirmar a procedência da fotografia nem descartar a hipótese de uso de inteligência artificial. No entanto, em uma segunda manifestação, acompanhada por um vídeo, Flávio declarou apenas que não sabe se a foto é verdadeira e acrescentou que, caso seja, trata-se de mais um registro entre os muitos que faz diariamente.
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Operação investiga organização criminosa
Segundo a colunista Juliana Dal Piva, em parceria com o Centro Latino-americano de Investigación Periodística (CLIP), a imagem passou por quatro ferramentas de verificação. Além disso, testes realizados com a plataforma InVID não identificaram indícios de manipulação por inteligência artificial generativa.
Enquanto isso, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão morreu após cometer suicídio nas dependências da Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais. Ele havia sido preso preventivamente em 4/03/2026, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.
De acordo com as investigações, Mourão coordenava o núcleo de intimidação e violência da organização criminosa atribuída ao banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A operação também resultou na prisão de Vorcaro, do cunhado Fabiano Zettel e do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de bens que, segundo a investigação, chega a R$ 22 bilhões.
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